Cabo frio, Cultura

Teatro recebe projetos artísticos com foco na transformação social

Formar um novo público, que vê a arte como ferramenta de reflexão e transformação social. Esse é o objetivo do corpo gestor do Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. O espaço vem recebendo projetos vindos de organizações da sociedade civil e de coletivos artísticos que propõem ocupações com teor artístico e também político.

“É um novo público, que até então não frequentava o espaço. Receber essas artes é também mudar a forma com que o teatro se comunica com a sociedade, de ampliar seu público”, afirma Bruno Peixoto, integrante do corpo gestor.

Entre as atividades com esse perfil está a roda de slam,  que teve sua segunda edição na noite de quinta-feira (4). São poesias faladas e performáticas, que marcam a presença da poesia da periferia.

Outra arte que marca espaço dentro desses projetos é o grafite. No próximo mês dois painéis vão embelezar paredes do teatro – uma no foyer e uma na área externa próxima à bilheteria. As obras de arte serão feitas por artistas que serão escolhidos por uma comissão, em regime de premiação.

“O grafite, por sua natureza, não cabe dentro dos museus e sim em espaços urbanos. Por isso estamos oferecendo um dos nossos espaços culturais mais potentes para receber essas intervenções. Com esses painéis,  vamos deixar um legado nas nossas paredes, e deixar marcado quem foram os artistas que fizeram e fazem parte da nossa história cultural”, afirma Bruno Peixoto.

Mesmo com o palco e a área da plateia fechados para realização das obras de reforma, o teatro não interrompeu as atividades culturais e pedagógicas, que vêm sendo realizadas no foyer, no entorno e nas salas anexas. Essas novas atividades têm como tema a revalorização da memória cultural cabo-friense, da história cultural local, sua identidade e raiz.

Uma das organizações que estão atuando em parceria com a gestão do teatro é o Coletivo Ônix, formado por artistas que atuam nas mais diversas frentes, como poetas, DJ´s, figurinistas, produtores e atores, entre outros.

“O coletivo tem uma proposta de trabalhar com artistas periféricos, estimulando uma ocupação democrática dos espaços públicos através da arte. Desde outubro temos feito eventos que reúnem várias vertentes artísticas e a receptividade do público está muito boa, pois os espaços para esse perfil de atividades até então eram restritos e escassos”, afirma Fábio Emecê, integrante do Coletivo Ônix.

Para Bruno Peixoto, a parceria com a sociedade civil é só o começo para integrar esse novo público. “Damos mais voz e espaço para esses segmentos culturais e sociais dando a eles o nosso espaço cultural mais potente: o nosso Teatro”.teatro-02

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